Sistema de irrigação por pressão hidrostática na cirurgia histeroscópica - JS Afonso

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Este link foi atualizado pela última vez em 31 de julho de 2007.

 
Este artigo deverá ser citado:
 

Afonso JS. Sistema de irrigação por pressão hidrostática na cirurgia histeroscópica. In: I Congresso Brasileiro de Endoscopia Ginecológica e Obstétrica. Belo Horizonte, 2000. Anais do I Congresso Brasileiro de Endoscopia Ginecológica e Obstétrica. Belo Horizonte, 2000. Disponível em: http://www.histeroscopia.med.br/hidrostatica.htm. Acesso em:

 
Palavras-chave: histeroscopia, pressão hidrostática, cirurgia histeroscópica, ressectoscópio.
 

CONTATO

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Objetivo

Este trabalho teve como objetivo reproduzir um sistema que simule a cirúrgica in vivo e que permita medir as alterações da pressão correspondente intra-uterina (PCIU) e da velocidade de fluxo (VF).

Metodologia

O irrigador, com abertura em cima, foi colocado de tal modo que o nível líquido superior estivesse a 190,4 cm de altura acima da linha média da pêra de borracha, isto corresponde a 140 mmHg (10 mmHg = 13,6 cm de água, Fig.1 e Fig 2).

Fig. 1 

 

Fig. 2

Irrigador

 

O ressectoscópio 26 F (Storz) e o manômetro modelo analógico (Wan Ross) foram conectados na pêra de borracha, na qual apresentava um orifício em cada pólo (Fig. 3).

 

Fig.3

O conjunto do ressectoscópio era formado pelo elemento de trabalho, camisa interna, camisa externa, alça de ressecção e ótica de Hamou II (4mm). As alterações da PCIU e da VF foram medidas concomitantemente a obstrução progressiva do fluxo de saída e depois associado a um aspirador (seringa de 60 ml). Para medir a VF foram usados um cronômetro digital e um recipiente graduado em ml. A pressão do fluxo de saída, com o sistema totalmente aberto, foi exercida apenas pelo conjunto do ressectoscópio conforme Iglesias, 1975 (Fig. 4).

Fig. 4

Repetiram-se as medições das variações da PCIU com o nível liquido superior a 176,8 cm e a 136 cm.

O Hysteromater de Hamou foi regulado com a pressão de 100mmHg (e depois com 150 mmHg) e o fluxo de 300 ml/min,  realizado a obstrução total do fluxo de saída e observado a PCIU. 

Resultados

A 190,4 cm a PCIU alterou de 82 mmHg a 140 mmHg. A 176,8 cm a PCIU alterou de 76 mmHg a 130 mmHg (Graf. 1). A 136 cm a PCIU alterou de 58 mmHg a 100 mmHg.

A 190,4 cm a VF máxima sem o uso do aspirador foi de 547,4 ml/min e foi diminuindo com a obstrução progressiva (Graf. 2). Com o uso do aspirador a VF aumentou e a PCIU diminui.

O Hysteromater de Hamou após a obstrução total do fluxo de saída estabiliza em segundos a PCIU com variações permanentes de 10 mmHg (Graf. 3).

Conclusões

Para se ter uma adequada distensão da cavidade uterina é necessário uma pressão intra-uterina entre 70 e 80 mmHg. Colocando o irrigador com o nível superior inicial do líquido a 190,4 cm e final próximo de 176,8 cm teremos a pressão intra-uterina nos níveis adequados para a realização da cirurgia histeroscópica (Fig. 5).

Fig. 5

Quando existe resto tecidual que obstrua o fluxo de saída, a pressão intra-uterina não ultrapassa a 140 mmHg e o fluxo de entrada tende a zero. Variações de pressão  e de velocidade do fluxo acontecem mesmo nos sistemas eletrônicos com sensores de entrada e saída. Usando o aspirador a velocidade de fluxo aumenta e a pressão intra-uterina diminui. A PCIU altera com a pressão hidrostática (pressão do fluxo de entrada) e a diferença do gradiente de pressão (pressão do fluxo de entrada e de saída).

Referências

HAMOU, Jacques E.. Hysteroscopy and Microcolpohysteroscopy: Text and Atlas. Conn., USA: Appleton Lange, 1991  

IGLESIAS J. J. et al. New Iglesias resectoscope with continuous irrigation, simultaneous suction and low intravesical pressure. J. Urol 114:929, 1975

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