complicações

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Este link foi atualizado pela última vez em 01 de outubro de 2000 e revisado em 20 de julho de 2005.


Este texto deverá ser citado:

Afonso JS. E-book histeroscopia. In: http://www.histeroscopia.med.br/. Acesso em:


José Sebastião Afonso


A histeroscopia, como todo procedimento invasivo, pode apresentar complicações, algumas de gravidade. No entanto, são pouco freqüentes, variando entre 0,5 a 10 por 1000 intervenções.

As principais complicações são:

Secundárias aos meios de distensão gasosa

N2O - embolia pulmonar, bradicardia e colapso.

CO2 - dor na região da escápula, devido à estimulação do nervo frênico, que desaparece espontaneamente após alguns minutos. Hipercapnia, acidose, arritmia e parada cardíaca não são mais encontradas com a quantidade e pressão do gás atualmente utilizado, sendo recomendado um fluxo máximo de 100 ml/min e uma pressão máxima de 150 mmHg.

Secundárias aos meios de distensão líquida

Overload - passagem excessiva de líquido para a corrente sangüínea, provocando diluição, hiponatremia, hipertensão arterial e edema pulmonar; no pós-operatório poderá apresentar hipotensão e confusão mental. Ocorre principalmente quando o tempo cirúrgico é prolongado, pressão de distensão elevada, profundidade do miométrio ressecado acima de 4 mm e na fase secretora do ciclo menstrual, pela maior vascularização do endométrio.

Anafilaxia (solução de Hyskon).

Encefalopatia (glicina).

Hiperglicemia (dextrose e sorbitol).

Hemólise (água destilada).

Condução de corrente elétrica (soro fisiológico).

Embolia gasosa.

Infecciosas (média de 7 por 1000 intervenções, sendo raras na diagnóstica)

Endometrite.

Salpingite.

Doença inflamatória pélvica.

Traumáticas

Trauma cervical (laceração pela pinça de colo ou durante a dilatação).

Trauma uterino (perfuração, ocorrendo mais freqüentemente na intervenção cirúrgica).

Trauma intestinal, vesical, ureter e grandes vasos (direto ou indireto, sendo este ocasionado por eletrocoagulação).

Hemorrágicas (intra e pós-operatória)

Sinequia

Hematometra, criptomenorréia e dor cíclica (ocorre principalmente na ablação total do endométrio)

Gravidez (têm sido relatados casos de gravidez após ablação do endométrio, podendo ocasionar inserção placentária anormal e crescimento intra-uterino retardado)

Malignidade uterina (há um potencial risco de alteração maligna numa área de endométrio oculta após ablação dele)

Dolorosa (as pacientes ansiosas, nuligestas e menopausadas são mais suscetíveis à sensação dolorosa na intervenção diagnóstica, sendo portanto indicada uma sedação ou analgesia)

Reação vagal

Bradicardia.

Alterações sensoriais.

Lipotimia.

Parada cardíaca.

Anestésicas

Reações alérgicas.

Arritmia cardíaca.

Convulsões.

Falhas terapêuticas (nos casos de ablação do endométrio ficam ao redor de 10 a 20 %, independente da técnica)

Podemos ainda considerar como complicação a não realização da intervenção, devido principalmente a estenose cervical ou sangramento significativo impedindo a visão.

Freqüentemente ocorre após a intervenção cirúrgica um corrimento vaginal por duas a quatro semanas, sem odor e autolimitado.

A intervenção diagnóstica é extremamente segura. A intervenção cirúrgica associa-se a mais complicações devido à utilização de meios de distensão líquida, de instrumentos pontiagudos, da corrente elétrica monopolar, do laser e da anestesia.

A histeroscopia, como todo procedimento invasivo, pode apresentar complicações, algumas de gravidade. No entanto, são pouco freqüentes, variando entre 0,5 a 10 por 1000 intervenções.