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Este texto foi atualizado pela última vez em 21 de janeiro de 2000 e revisado em 15 de agosto de 2006.
Este texto deverá ser citado:
Afonso JS. E-book histeroscopia. In: http://www.histeroscopia.med.br/. Acesso em:
As informações tem apenas finalidades educativas. Política de Privacidade, Princípios e Advertências.
Histeroscopia e a saúde da mulher (informativo)
José Sebastião Afonso
A histeroscopia pode ter uma finalidade diagnóstica e/ou terapêutica.
Diagnóstica
Normalmente é indicada em casos de elucidação de alterações patológicas, encontradas ou não em outros meios de diagnóstico como, por exemplo, a ultra-sonografia. As alterações patológicas mais comuns que necessitam desta elucidação são os sangramentos irregulares, espessamentos endometriais, tumorações e infertilidade. Nesta técnica permite-se a visualização direta do canal cervical (colo do útero) e cavidade uterina (endométrio), permitindo desta forma um diagnóstico mais preciso. Ela também nos orienta o local da biopsia em casos de dúvida. Na maior parte das vezes o procedimento é realizado a nível ambulatorial e sem a necessidade de preparo prévio ou anestesia. Pode existir um pequeno desconforto no ato do exame devido à passagem do aparelho no canal cervical e pela distensão da cavidade uterina pelo gás carbônico. Quando existem dificuldades o exame é realizado no centro cirúrgico com o auxílio da anestesia. As complicações são pouco freqüentes, porem como qualquer procedimento invasivo elas podem ocorrer.
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Terapêutica
Por esta técnica é possível realizar cirurgia dentro da cavidade uterina pela via vaginal. Podemos retirar pólipos e miomas, fazer a ablação endometrial, a lise de sinequia, a ressecção de septo uterino, a cateterização tubária e remoção do dispositivo intra-uterino (DIU).
Em particular, no tratamento do mioma uterino, que apresenta um componente intramural, é prevista uma segunda intervenção para a retirada da porção residual quando necessário.
A ablação endometrial é indicada para certos casos de sangramentos uterinos anormais, e é prevista uma falha do método (reaparecimento de sangramento uterino anormal) em cerca de 15% dos casos.
Os passos da cirurgia, após anestesia e assepsia, podem assim ser sumariamente descritos:
01. Procede-se à inserção do histeroscópio, instrumento cirúrgico similar a um telescópio, através do colo do útero, depois de ser previamente dilatado.
02. A cavidade uterina será distendida com uma solução líquida.
03. Via histeroscópio será introduzida na cavidade uterina um pequeno instrumento cirúrgico que permitirá a realização do intervento.
A cirurgia histeroscópica sem complicações é de rápida recuperação. Normalmente orientamos repouso no segundo dia após a intervenção cirúrgica, trabalho leve a partir do segundo dia, plena atividade a partir do sétimo dia e retorno imediato ao médico se surgir qualquer alteração.
Apesar da cautela, a histeroscopia pode apresentar complicações como todos os procedimentos cirúrgicos, algumas das quais graves, a exemplo de:
01. Perfuração uterina, com possibilidade de lesão de órgão (bexiga, intestino e grandes vasos).
02. Infecção.
03. Passagem excessiva para a corrente sangüínea e espaço extravascular de solução utilizada para a distensão da cavidade uterina.
04. Embolia gasosa.
Tais complicações são todavia pouco freqüentes.
Há a possibilidade de que, no curso da intervenção ou após, se encontre uma situação que irá requerer um tratamento mais complicado e diferente daquele inicialmente proposto. Existe a possibilidade de uma laparotomia (abertura da barriga) e inclusive a retirada do útero.
Nota
Este texto tem apenas finalidades educativas. Não serve para decidir condutas diagnósticas ou terapêuticas. Na medicina existem as regras e as exceções, que podem levar a condutas diferentes em situações aparentemente similares.
Referência
Serv. Riproduzione Umana - Prof. Antonio Perino (Universita' Degli Studi di Palermo)